setembro 25, 2006

Escorpião (23-10 a 21-11)

Peguei o jornal ontém pela manhã, li as tirinhas, vi o cinema, dei uma folheada geral e fui ler o horóscopo pra caso eu fosse sofrer alguma séria lesão saber com um tantinho de antecedência. E definitivamente nunca me supreendi - ou diria, me diverti - tanto com um horóscopo. Não vou nem comentar porque perde a graça. Esse é o tipo de texto que fala por si só. Se comenta, estraga. É para ler, se pensar, tirar o maior proveito possível - se é que existe meio proveito aí - e rir.


Escorpião (23-10 a 21-11)

A vida ficou muito louca, as pessoas andam enlouquecendo.
Por que, então, sua alma seria obrigada a permanecer cordata?
Justamente o contrário, sua verdadeira obrigação é começar
a usar seus poderes mágicos o tempo inteiro.


Queria eu saber quais são meus "poderes mágicos" para usá-los o "tempo inteiro". Deve ter algo a ver com respirar ou piscar, talvez até falar ou quem sabe cantar, não? É... as pessoas andam enlouquecendo, começando por quem escreve essas colunas de horóscopo nos jornais.

setembro 16, 2006

Palahniuk.

Eu não sou tão bom assim, estou mais para aquele pai que nunca deseja que você realmente cresça.

Eu não sou tão bom assim. Estou mais para o salvador que deseja ser adorado para sempre.

A esperança é só uma fase que a gente acaba superando.

setembro 14, 2006

Mutarelli.

Ah, como é bom ser homem. Não sofrer com cólicas. Não sei qual parte entre meu peito e minhas pernas que dói. A dor é tão intensa, tão forte que já tomou conta de toda uma região. Uma região? Não, um corpo inteiro. Porque a dor pode estar em apenas uma região, mas o mal estar é geral e o corpo todo sofre não deixando a cabeça pensar. E chega a enxaqueca para completar. E com ela a sinusite. Ai, como deve ser bom ser homem.

E se eu for começar a falar de tpm então. Irritação, vontade de explodir. Ai, a cólica novamente, quando se pensa que ela finalmente se foi, tem-se um retorno ridiculamente maior. Toda a parede do útero em uma dor imensa. Não sei se é bem esse local o foco da dor, mas nesse novo momento me parece que é. Ai. Se Mutarelli tivesse nascido de saias (palíndromo!) tenho certeza que seria serial killer uma vez a cada 28 dias. Ou se trancaria em casa durante esse período.

Vontade de explodir.

De rebobinar. Ninguém nunca é preparada para enfrentar a tpm. Enxaqueca, irritação, ansiedade. Depressão. Lágrimas que caem sem motivo algum, apenas uma vontade imensa de chorar e chorar e chorar. Ir ao banheiro, lavar o rosto, voltar para cama. Deitar, abraçar o travesseiro e chorar. Mas não aquele choro gostoso, de felicidade, de saudade, de lembranças. Aquele choro com ódio, mas não se sabe ao certo a quem ou ao quê. Aquele choro com voz, sentimento. Que você não consegue quando quer. Um choro sincero, do seu eu-interior que tenta se libertar, mas não consegue. O subconsciente hiperativo encontra nesse momento frágil, uma brecha. Escapa a barreira que o segura, vêm à tona em forma de lágrimas. O motivo ele sabe muito bem, mas não o revela. Segundo psicanalistas, nós não aguentaríamos. Mas mulher que aguenta essa tpm louca, com baixos, gulas, sentimentos na epiderme, aguentaria sim uma informação renegada pelo consciente. Julgo eu.

Estou dentro do direito do sexo feminino responder mal (ou não responder) nessas horas. Os homens que deveriam ser mais gentis e ao invés de ficarem com carinhas e piadas, deixar flores e chocolates. Deixar, porque dar sugere uma resposta da mulher tepeêmica e essa pode não ser nada favorável dependendo da lua e posição dos astros. Ah, sim um bombom não faz mal a ninguém. E se a mulher que mata comprovar que estava durante o seu período menstrual quando o fez não é condenada, por quê eu, apenas uma stressada com cólicas, não posso tratar alguém mal inconscientemente?

Enquanto aguardo para ir ao show, fico aqui na solidão do meu quarto sofrendo de cólicas menstruais. Não ligue se for um nojo de pessoa com você essa semana, sou assim uma vez por mês. O mês inteiro para alguns. Mas aí já é outra coisa que nada tem a ver com tpm.

setembro 11, 2006

Obedeça!

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* Eu não tenho nada a ver com isso, se fosse você tomaria algum certo cuidado com suas batatas por aí...

(Quem quiser fazer, o link: http://ronaldmchummer.com/)

setembro 10, 2006

Aviso.

Este blog é baseado em fatos reais.
Somente o nome, locais e fatos foram modificados.








I'm a banana!

Vale a pena ver 512 vezes: Rejected!

Até mais, e obrigado pelos peixes!

[Ahhh... Falando nisso, falei com o Carlos Irineu hoje e... livro 5, em novembro! Tradução dele, por graça e força divina.]

setembro 08, 2006

Caderno pós-banho.

Antes de fazer esse blog eu escrevia meus pensamentos, ou parte deles, em um caderno. Eu não costumo ter pensamentos à noite, antes de dormir, como me parece acontecer com a maioria das pessoas. Tenho a maioria dos meus pensamentos sob o fluir aquecido e relaxante das águas do meu chuveiro. Por isso, caderno pós-banho.

Nunca mais o tinha lido. Achei-o hoje aqui na minha Palestina e depois que li algumas linhas percebi que não bato muito bem da cabeça, ou não batia, não sei. Mas assim como Salvador Dalì, a única diferença entre um louco e eu é que não sou louco. É, eu não sou. Juro.

Mas afinal, o que é ser louco? Quem define quem é louco ou são? Apresentar algum comportamento diferente do já esperado pela sociedade? Hmm... Acho que as pessoas têm que deixar de ser tão caretas e acostumar a serem surpreendidas. Nem acostumar, só não contestar já está de bom tamanho. Não que eu seja a maluca, sou bem normal. Mas um dia aqui, outro ali, tento sair da realidade, pensar diferente, colocar frases sem sentido em meio a diálogos, para quebrar aquele gelo esperado, é divertido, é bom. Por que sermos tão certinhos o tempo todo? Por que não tentar fazer algo diferente que mude um pouco a rotina? Colocar uma roupa que não combine, correr desesperadamente por nada, inventar uma história, contar para alguém, e só depois falar que era mentira. Coisas idiotas mesmo. Coisas inúteis que te façam com que você saia daquele comportamento esperado. Qualquer coisa vale. Deixar o mundo mais divertido, nem para os outros, mais para si próprio, porque quem mais se diverte com tudo isso é você mesmo. Quantas vezes já não fiz algo tosco e fiquei morrendo de rir por horas sozinha? Quem me conhece, sabe muito bem. Não é para parecer louco, não é para parecer idiota, é só para quebrar a rotina e se divertir com coisas pequenas. Aprender a se divertir em qualquer lugar, a qualquer momento. Fazer qualquer groselha por fazer.

Ainda vou colocar minhas teorias perdidas do caderno pós-banho. Mas o mais "interessante" desse caderno é perceber como eu confiava no meu cérebro. Achava que pelo simples fato de escrever "Teoria dos Pensamentos Compostos" sem explicar o que significava isso, me lembraria depois só lendo o título. Hoje leio isso e me pergunto "whatahell?". Sem idéia sobre o que se trata. E laia, nunca confie no seu cérebro. Nunca. Ou no meu! Nunca confie no meu cérebro.

Já escrevi demais por hoje, vou sair daqui deixando uma frase encontrada no CAPOBA (caderno pós-banho, é... eu realmente não tinha tantas preocupações na minha vida para criar um nome - ridículo, diga-se de passagem - para o caderno) e seguido a "sugestão" que eu dava na primeira página do capoba, só para se ter uma idéia da m... que vem por aí daqui uns dias.

"A melhor coisa que posso te oferecer é um copo de groselha".

Sugestão:
À sociedade a implementação cultural do "caderno pós-banho" como libertação filosófica do ser andróide interior de cada indivíduo em sua singularidade. E uma preparação integral para a leitura do capoba alheio.

setembro 02, 2006

Pausa para o lanche.

Estou eu, aqui, em casa, em um sábado à tarde, nerd master diante de 4 telas de vidro: minha televisão, meu cúmplice computador, o novo laptop e a janela. Não sei qual deles mais me atraí. O mundo lá fora? Não, ainda não é hora. A noite promete, festa mais tarde. Vou me conter em sair agora. O mundo perfeito do The O.C. ou as tragédias do Datena? Não não. Longe disso, prefiro meus desenhos animados. Nesse momento, a família Thornberry está em mais uma repetitiva aventura na selva. Odeio os Thornberrys mas é muito melhor do que todo o resto que está passando. Ou mesmo o tempo que eu vou perder procurando algo melhor me desanima, me faz pensar que esse é o melhor. E o mundo binário, o mundo virtual, duas telas conectadas. Não sei pra que isso, é exagero, é evidente. Mas deixe estar. O programa que estou usando em um não tem no outro e vice-versa, preciso dos dois nesse exato momento.

E nesse exato momento adentra a meu quarto minha figura paterna. Papai com um presente. O presente que me fez parar o que estava fazendo para escrever mais algumas linhas nesse blog. Um milkshake de ovomaltine do Bobs. Mas não foi um milkshake qualquer desses que eu estou acostumada a tomar. Parece que finalmente o Bob ou o Bob experimentou seu milkshake e percebeu. O canudo. Impossível melhorar a bebida? Otimizaram então a forma de bebe-la. Com triplo de diâmetro, o novo canudo é o que eu chamo de "colocar a massa cinzenta pra trabalhar". É excelente. Conseguiram fazer o que eu considerava impossível, melhorar ainda mais a apreciação dessa delícia. Sim, enfim uma coisa boa nesse blog.

Agora deixa de conversa que meu milkshake está me aguardando. Ainda tenho que terminar o que estou fazendo nesse mundinho irreal para aproveitar o mundo palpável mais tarde.