Mutarelli.
Ah, como é bom ser homem. Não sofrer com cólicas. Não sei qual parte entre meu peito e minhas pernas que dói. A dor é tão intensa, tão forte que já tomou conta de toda uma região. Uma região? Não, um corpo inteiro. Porque a dor pode estar em apenas uma região, mas o mal estar é geral e o corpo todo sofre não deixando a cabeça pensar. E chega a enxaqueca para completar. E com ela a sinusite. Ai, como deve ser bom ser homem.
E se eu for começar a falar de tpm então. Irritação, vontade de explodir. Ai, a cólica novamente, quando se pensa que ela finalmente se foi, tem-se um retorno ridiculamente maior. Toda a parede do útero em uma dor imensa. Não sei se é bem esse local o foco da dor, mas nesse novo momento me parece que é. Ai. Se Mutarelli tivesse nascido de saias (palíndromo!) tenho certeza que seria serial killer uma vez a cada 28 dias. Ou se trancaria em casa durante esse período.
Vontade de explodir.
De rebobinar. Ninguém nunca é preparada para enfrentar a tpm. Enxaqueca, irritação, ansiedade. Depressão. Lágrimas que caem sem motivo algum, apenas uma vontade imensa de chorar e chorar e chorar. Ir ao banheiro, lavar o rosto, voltar para cama. Deitar, abraçar o travesseiro e chorar. Mas não aquele choro gostoso, de felicidade, de saudade, de lembranças. Aquele choro com ódio, mas não se sabe ao certo a quem ou ao quê. Aquele choro com voz, sentimento. Que você não consegue quando quer. Um choro sincero, do seu eu-interior que tenta se libertar, mas não consegue. O subconsciente hiperativo encontra nesse momento frágil, uma brecha. Escapa a barreira que o segura, vêm à tona em forma de lágrimas. O motivo ele sabe muito bem, mas não o revela. Segundo psicanalistas, nós não aguentaríamos. Mas mulher que aguenta essa tpm louca, com baixos, gulas, sentimentos na epiderme, aguentaria sim uma informação renegada pelo consciente. Julgo eu.
Estou dentro do direito do sexo feminino responder mal (ou não responder) nessas horas. Os homens que deveriam ser mais gentis e ao invés de ficarem com carinhas e piadas, deixar flores e chocolates. Deixar, porque dar sugere uma resposta da mulher tepeêmica e essa pode não ser nada favorável dependendo da lua e posição dos astros. Ah, sim um bombom não faz mal a ninguém. E se a mulher que mata comprovar que estava durante o seu período menstrual quando o fez não é condenada, por quê eu, apenas uma stressada com cólicas, não posso tratar alguém mal inconscientemente?
Enquanto aguardo para ir ao show, fico aqui na solidão do meu quarto sofrendo de cólicas menstruais. Não ligue se for um nojo de pessoa com você essa semana, sou assim uma vez por mês. O mês inteiro para alguns. Mas aí já é outra coisa que nada tem a ver com tpm.
E se eu for começar a falar de tpm então. Irritação, vontade de explodir. Ai, a cólica novamente, quando se pensa que ela finalmente se foi, tem-se um retorno ridiculamente maior. Toda a parede do útero em uma dor imensa. Não sei se é bem esse local o foco da dor, mas nesse novo momento me parece que é. Ai. Se Mutarelli tivesse nascido de saias (palíndromo!) tenho certeza que seria serial killer uma vez a cada 28 dias. Ou se trancaria em casa durante esse período.
Vontade de explodir.
De rebobinar. Ninguém nunca é preparada para enfrentar a tpm. Enxaqueca, irritação, ansiedade. Depressão. Lágrimas que caem sem motivo algum, apenas uma vontade imensa de chorar e chorar e chorar. Ir ao banheiro, lavar o rosto, voltar para cama. Deitar, abraçar o travesseiro e chorar. Mas não aquele choro gostoso, de felicidade, de saudade, de lembranças. Aquele choro com ódio, mas não se sabe ao certo a quem ou ao quê. Aquele choro com voz, sentimento. Que você não consegue quando quer. Um choro sincero, do seu eu-interior que tenta se libertar, mas não consegue. O subconsciente hiperativo encontra nesse momento frágil, uma brecha. Escapa a barreira que o segura, vêm à tona em forma de lágrimas. O motivo ele sabe muito bem, mas não o revela. Segundo psicanalistas, nós não aguentaríamos. Mas mulher que aguenta essa tpm louca, com baixos, gulas, sentimentos na epiderme, aguentaria sim uma informação renegada pelo consciente. Julgo eu.
Estou dentro do direito do sexo feminino responder mal (ou não responder) nessas horas. Os homens que deveriam ser mais gentis e ao invés de ficarem com carinhas e piadas, deixar flores e chocolates. Deixar, porque dar sugere uma resposta da mulher tepeêmica e essa pode não ser nada favorável dependendo da lua e posição dos astros. Ah, sim um bombom não faz mal a ninguém. E se a mulher que mata comprovar que estava durante o seu período menstrual quando o fez não é condenada, por quê eu, apenas uma stressada com cólicas, não posso tratar alguém mal inconscientemente?
Enquanto aguardo para ir ao show, fico aqui na solidão do meu quarto sofrendo de cólicas menstruais. Não ligue se for um nojo de pessoa com você essa semana, sou assim uma vez por mês. O mês inteiro para alguns. Mas aí já é outra coisa que nada tem a ver com tpm.

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