A ignorância era o paraíso.
Fico aqui imaginando como deve ser morar no Andaraí, ao estilo daquela novela das 20. Todo mundo "contente": dançando, comendo, indo pra praia, dançando, e mais outro pastel e sambando mais um pouquinho. As preocupações básicas da vida sobre salário e família. E lá querem saber quais as tendências do mercado? Querem mesmo o dimdim depositado ao final do mês e pronto. Vivem com o mínimo de informação possível: jornal nacional. Ainda assistem um datena, para se "informar" do que está acontecendo? Não, datena não informa ninguém, apavora só. Atraí pelo seu sensacionalismo e abstrai as pessoas da real realidade. Não que aquilo não aconteça, mas é uma parcela ínfima de tudo o que ocorre, e vendo datena parece que vivemos em um campo de refugiados.
Tanta lenga lenga, voltas e voltas para escrever que me parece que eu penso demais. E que quanto mais penso, mais me afasto da ignorância e da felicidade. Quanto mais penso, mais procuro descobrir respostas, mais dúvidas surgem na minha cabeça, mais, mais. Mais leio, mais me chega informação, mais busco referências, mais busco coisas desconhecidas, mais tenho que saber sobre coisas conhecidas, mais sobre mercado, mais sobre tendências, mais sobre mundo, ilustrada, cotidiano. MAIS! Uma busca incessante por informações frescas que após 15 minutos (ou segundos) já não valem mais, já estão velhas. Mas você precisa saber, não pode ficar "desinformada". E no meio dessa "busca" ainda sobra um tempo para o cafézinho (inúteis?! - talvez, mas mais divertidas que todo o resto, te fazem abstrair por 30 segundos daquele mundo maluco em que vivemos).
Uma pergunta: tudo isso para quê? Irmos mais atualizados para o túmulo?
O que me interessa que a Cicarelli fez na praia, quem são as 500 melhores empresas para se trabalhar, qual o menor celular do mundo, qual a nova versão do itunes, quem ganhou o nobel da economia? Aparentemente, nada. Mas parece que se não tivermos essas e todas respostas não estamos no perfil do mercado. E queria saber, quem criou esse perfil? Quem o criou deve com certeza ser a pessoa mais chata do mundo e que nunca nem sambou, nem comeu um pastelzinho da Dona Jura.
Tanta lenga lenga, voltas e voltas para escrever que me parece que eu penso demais. E que quanto mais penso, mais me afasto da ignorância e da felicidade. Quanto mais penso, mais procuro descobrir respostas, mais dúvidas surgem na minha cabeça, mais, mais. Mais leio, mais me chega informação, mais busco referências, mais busco coisas desconhecidas, mais tenho que saber sobre coisas conhecidas, mais sobre mercado, mais sobre tendências, mais sobre mundo, ilustrada, cotidiano. MAIS! Uma busca incessante por informações frescas que após 15 minutos (ou segundos) já não valem mais, já estão velhas. Mas você precisa saber, não pode ficar "desinformada". E no meio dessa "busca" ainda sobra um tempo para o cafézinho (inúteis?! - talvez, mas mais divertidas que todo o resto, te fazem abstrair por 30 segundos daquele mundo maluco em que vivemos).
Uma pergunta: tudo isso para quê? Irmos mais atualizados para o túmulo?
O que me interessa que a Cicarelli fez na praia, quem são as 500 melhores empresas para se trabalhar, qual o menor celular do mundo, qual a nova versão do itunes, quem ganhou o nobel da economia? Aparentemente, nada. Mas parece que se não tivermos essas e todas respostas não estamos no perfil do mercado. E queria saber, quem criou esse perfil? Quem o criou deve com certeza ser a pessoa mais chata do mundo e que nunca nem sambou, nem comeu um pastelzinho da Dona Jura.

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